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segunda-feira, 12 de outubro de 2009

crianças pobres


Um novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) afirma que cerca de 50 milhões de crianças vivem em estado de pobreza nos países desenvolvidos. E mais: o número de crianças nestas condições aumentou em 17 dos 24 países mais ricos do mundo durante os anos 90.
Se isto acontece nos países ricos, quanto maior não será o número de crianças vítimas da miséria nos outros países!
Trabalho perigoso, escravatura, trabalhos forçados, meninos-soldados, exploração sexual com fins comerciais e outras actividades ilícitas são algumas das formas de exploração infantil citadas no documento, que afectam 180 milhões de crianças no mundo.
O relatório mostra que as crianças são arrastadas para o mundo do trabalho e da exploração devido à pobreza e à falta de uma educação adequada.
No mundo, segundo dados da UNICEF, vivem cerca de 2,2 bilhões de crianças, das quais 1,9 bilhões em países não desenvolvidos, o que faz com que uma em cada duas crianças viva na pobreza.
No ano passado, morreram em todo o mundo 10,6 milhões de crianças antes de atingirem os cinco anos. Há pois um trabalho ingente de mobilizar as pessoas e os governos a ajudar estas crianças.
Há mais de 30 anos, os países mais ricos comprometeram-se a atribuir 0,7 por cento do Produto Nacional Bruto à ajuda aos países em desenvolvimento, porém, apenas cinco cumprem essa promessa: Dinamarca, Holanda, Luxemburgo, Noruega e Suécia. Uma campanha de angariação de fundos, a nível mundial, é urgente. Ofertas isoladas podem minorar mas não resolvem este problema SIDA.

(postado por Mónica Ribeiro)

Fome no mundo ganha espaço com a crise financeira mundial

A fome progrediu no mundo em razão da crise provocada pela escalada dos preços dos géneros alimentícios em 2007-2008 e atinge hoje 923 milhões de pessoas, segundo estimativas da FAO, a agência da ONU para a Alimentação e a Agricultura.

- Cerca de 923 milhões de pessoas sofrem com a fome no mundo, ou seja, 75 milhões a mais apenas para o ano 2007, um aumento que a FAO atribui principalmente à escalada dos preços dos géneros alimentícios e dos combustíveis.

- Hoje, 89% das pessoas que sofrem com a fome, 750 milhões, vivem em países da Ásia e da África. Em quinze países africanos, a fome afeta mais de 35% da população.

- O índice FAO dos preços alimentares mostra um aumento de 12% em 2006 em relação ao ano anterior e de 24% em 2007, para chegar a 50% nos sete primeiros meses de 2008. A FAO indica que o aumento registrado desde 2002 é o mais forte desde o início dos anos 70.

- Segundo o PAM (Programa Alimentar Mundial), a ajuda alimentar internacional caiu em 2008 a seu nível mais baixo em 40 anos mesmo que os países tenham cada vez mais necessidade de ajuda. Alterações climáticas e biocombustíveis dominam actividades alusivas ao Dia Mundial da Alimentação.

Dia Mundial da Alimentação
O tema proposto pela ONU para 2008 é: "Segurança alimentar mundial: os desafios das alterações climáticas e da bioenergia".

Os objectivos e propósitos deste dia é a sensibilização da opinião pública para a natureza e dimensão do problema alimentar em todo o planeta Terra, casa comum onde todos vivemos.
Visa também, o desenvolvimento de uma consciência de solidariedade entre todos os povos na luta contra a indesejável: fome, mal nutrição e pobreza.
(postado por Patrícia Chambino)